Pouco sei da vida, realmente. Eu nunca consegui te enganar e, no máximo,
me enganei todo esse tempo. Eu voltava para casa como quem se sente
mal por ter engolido um x-burguer repleto de gordura, mas que mesmo
assim sabia o quanto tinha sido bom. Depois de um tempo, você bem sabe
que a sua ficha foi caindo. Deveriam ter sido meus esses relapsos de
lucidez que você tinha, onde repetia sempre: “você sabe que isso nunca
vai dar certo”. Eu sempre soube que nunca mudaria e que de fato nunca
daria certo mesmo. Sempre soube e nunca entendi. Quer dizer, entendo
agora.
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